Métodos contracetivos para mulheres com necessidades diferentes

Todas nós fazemos coisas muito diferentes umas das outras e no que toca a questões relacionadas com a contraceção acontece exatamente o mesmo. A diferença é palavra de ordem no nosso dia a dia.

Existe no mercado uma oferta variada de métodos contracetivos, assim o método que uma mulher considera o melhor para si, outra pode simplesmente não gostar. É certo que, a maioria dos métodos contracetivos são femininos, o que a mim me parece injusto, porque quando uma mulher engravida é resultado de uma relação sexual entre duas pessoas, pelo que o foco da prevenção deveria cair sobre ambas as partes envolvidas.

Sem ir muito mais longe, eu mesma tenho usado vários métodos contracetivos, por razões distintas. Durante muitos anos optei por tomar a pílula contracetiva porque a minha menstruação era irregular, uns meses vinha e outros não, ora por vezes o sangramento era abundante e durava 10 dias ora, em outras ocasiões simplesmente não vinha e só voltava 40 dias depois.

Tudo isto teve uma razão de ser, como é óbvio, a minha ginecologista diagnosticou-me ovários poliquísticos. Com este diagnóstico, o mais normal é ter as menstruações muito irregulares pelo que me recomendou usar uma pílula contracetiva. Para além da pílula, quando tinha relações sexuais com o meu parceiro usava o preservativo masculino.

Hoje, com mais de 30 anos e problemas de circulação por herança genética, uma amiga farmacêutica disse-me que no meu caso talvez fosse melhor parar de tomar a pílula e sugeriu-me consultar a minha ginecologista. Foi o que fiz. Assim que, durante a minha última visita à ginecologista aproveitei para falar sobre esta questão e desde aí que só utilizo preservativos masculinos quando tenho relações sexuais com o meu namorado, e acaso ou não, a minha menstruação anda mais regular que um relógio suíço.

Mas acontece que, no caso de algumas amigas minhas que tinham experimentado tomar a pílula não correu muito bem, quando se esqueceram de tomar em algum momento, a história foi bem diferente.

Por exemplo, a minha amiga Cristina tomou a pílula que eu tomava durante anos, a ginecologista era a mesma e recomendou a mesma marca. O problema é que esta minha amiga se esquecia de tomar a pílula muitas vezes, e claro a menstruação vinha antes do tempo. Quando apareceu o anel vaginal, há alguns anos, ela começou a usá-lo, e o resultado foi bem melhor e mais cómodo, porque não tinha que se lembrar todas as manhãs de tomar a pílula. Para a Cristina foi um antes e um depois, tinha o período de forma regular e estava encantada.

Outro caso é o da minha amiga Mariana. Ela tinha a síndrome do intestino irritável, e este problema de saúde, era incompatível com a pílula, já que às vezes a expulsava e esta perdia eficácia. Quando experimentou o anel vaginal não se sentiu bem e decidiu procurar outro método. Decidiu então experimentar o adesivo, que não interferia com seu problema de saúde e desde aí não voltou a experimentar qualquer outro método.

Por isso, posso dizer que entendo muito bem as minhas amigas, porque cada vez que me esquecia de tomar a pílula, desregulava o período e podia ou adiantar ou atrasar o que, era um verdadeiro drama. Além disso, no caso da Mariana isto acontecia por motivos que nada tinham a ver com esquecimento, mas bem, no meu caso, também não acontecia por descuido. Não que não pudesse esquecer-me de tomar a pílula, acontece às melhores. Sempre tive o cuidado de colocar um alarme no telefone, para me lembrar de tomar a pílula todos os dias à mesma hora.

Como podes ver, a cada uma de nós mulheres funciona melhor um ou outro método pelas mais diversas razões e motivos.

Ainda bem que temos por onde escolher. Temos à nossa disposição uma vasta variedade de métodos contracetivos e profissionais de saúde que nos ajudam e recomendam o método que melhor se adapta às nossas necessidades. Se tens alguma história que possas contar acerca do método contracetivo que preferes, não deixes de partilhar.