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Como atua a pílula do dia seguinte

Uma vez que somos muitas as mulheres que, em algum momento da nossa vida, tivemos que recorrer ao uso da pílula do dia seguinte, hoje vamos ver como atua a pílula do dia seguinte.

Devemos ter bem presente que a pílula do dia seguinte não deve ser usada como método de contraceção regular, nunca. A pílula do dia seguinte deve ser de uso excepcional apenas em situações de emergência. Por exemplo, no caso de teres relações sexuais não protegidas ou falha do método contracetivo regular, e considerares que não é a altura certa da tua vida para ter um bebé. A pílula do dia seguinte pode prevenir a gravidez adiando a ovulação, se esta ainda não tiver ocorrido. Isto significa que os espermatozoides que aguardam nas trompas de Falópio não irão conseguir encontrar um óvulo e fertilizá-lo.

Para percebermos como atua a pílula do dia seguinte, tomamos como ponto de referência, o momento de maior risco, a ovulação que ao contrário do que possas pensar é muito difícil de prever o momento da ovulação …

a. Se tomaste a pílula do dia seguinte antes da ovulação:

No caso de tomares a pílula do dia seguinte antes da ovulação , o efeito da sua ingestão é adiar ou inibir a libertação do óvulo. Portanto, na altura em que um óvulo é libertado (ovulação), os espermatozoides que estão no trato genital feminino não conseguem fecundá-lo.

b. Se tomaste a pílula do dia seguinte 2 dias antes da ovulação:

Este é sem dúvida o momento de maior risco quando a ovulação se aproxima que é quando a mulher é mais fértil. ellaOne® a pílula do dia seguinte de última geração1,2 pode evitar a gravidez após uma relação sexual não protegida, ou em caso de falha do método contracetivo regular utilizado, atua adiando ou inibindo a ovulação. ellaOne® atua quando é mais importante, pois é capaz de adiar ou inibir a ovulação mesmo quando estás prestes a ovular, quando o risco de ficares grávida é maior.

c. Se tomaste a pílula do dia seguinte quando estás na ovulação ou após a ovulação:

Se estiveres a ovular ou já tiveres ovulado, a pílula do dia seguinte não vai fazer qualquer efeito porque não é possível adiar algo que está a acontecer ou já aconteceu. Por outro lado, a pílula do dia seguinte não interrompe uma gravidez em curso 2. Se estiveres grávida, é demasiado tarde para contraceção de emergência, porque esta atua antes do início da gravidez.
“Ok, já percebi como atua a pílula do dia seguinte, mas ouvi coisas …” Não te preocupes, se estás na dúvida em algum ponto é porque provavelmente te disseram que a pílula do dia seguinte é abortiva, ou é uma bomba hormonal, enfim muita coisa se diz por aí a respeito da pílula do dia seguinte. Por isso, aconselho-te a ler os 4 mitos da pílula do dia seguinte. Como tu, existem outras tantas mulheres confusas e que depois de lerem este post perceberam que muito do que se diz por aí, não passa de mitos.

Lembra-te que a pílula do dia seguinte não é eficaz a 100%. Tomar a pílula do dia seguinte o mais cedo possível após a relação sexual não protegida ou falha do método contracetivo regular oferece uma probabilidade maior de eficácia. 3

Se quiseres ter relações sexuais depois de utilizares a pílula do dia seguinte, deves utilizar um método contracetivo de barreira (preservativo) até aparecer o período seguinte.

É importante partilhar informação, por isso encorajo-te a fazê-lo.

Volta sempre que quiseres, é um prazer ter-te aqui!

www.ellaone.pt

  1. Gemzell-Danielsson and Meng, Int. J. Women’s Health 2010:2 53–61.
  2. Resumo das características do medicamento ellaOne®.
  3. World Health Organization. Family planning. Updated July 2017. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs351/en/index.html.

Acidente na cama, e agora?

Acidente na cama, e agora? Vamos com calma. O mais provável é estares aqui porque tiveste um acidente na cama e uma gravidez não planeada não faz parte dos teus planos, pelo menos para já. Até aqui tudo certo. E vieste porque necessitas de uma pílula do dia seguinte, mas não estás 100 informada e queres saber mais, estou a ver… Já ouviste falar da contraceção de emergência mas muitas são as perguntas às quais necessitas de respostas. A boa notícia é que se necessitas de uma pílula do dia seguinte vieste ao sítio certo.

O que é a pílula do dia seguinte?

Esta é a primeira pergunta à qual deves querer resposta neste momento mas antes, aproveito para te dizer que ter um acidente na cama é normal e não estás sozinha. A pílula do dia seguinte é um contracetivo de emergência que pode impedir uma gravidez não planeada após uma relação sexual não protegida ou por falha do método contracetivo. É muito importante lembrar-te que a pílula do dia seguinte não deve ser usada como método contracetivo regular, apenas deve ser utilizada em situações de emergência.

ellaOne® é uma pílula do dia seguinte de última geração1,2 que pode evitar a gravidez após relações sexuais não protegidas, ou em caso de falha do método contracetivo regular habitual utilizado.

Como funciona a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte atua adiando a ovulação, no caso desta ainda não ter ocorrido. Isto significa que os espermatozoides que estejam nas trompas de Falópio não vão poder fecundar o óvulo.
A pílula do dia seguinte não tem qualquer efeito se a ovulação já tiver ocorrido, isto quer dizer que, a pílula do dia seguinte não interrompe uma gravidez em curso2.

ellaOne® atua quando mais importa, já que é capaz de inibir ou adiar a ovulação mesmo quando estás prestes a ovular, quando o risco de ficares grávida é maior.2

Quando tomar a pílula do dia seguinte?

São vários os cenários em que podes necessitar de recorrer à contraceção de emergência:

  • Esqueceste-te de tomar a pílula mais de um dia, estavas doente ou vomitaste
  • Não usaste preservativo ou este rompeu-se acidentalmente
  • Utilizaste de forma errada o adesivo ou o anel vaginal
  • Falha no coito interrompido
  • Não usaste nenhum método contracetivo
  • Tomaste antibiótico ao mesmo tempo que o teu contracetivo habitual.
  • Outras situações que não encontres aqui descritas, ou no caso de dúvida, consulta o teu médico ou farmacêutico.

Qual a eficácia da pílula do dia seguinte?

O mecanismo de ação da contraceção oral de emergência é inibir ou adiar a ovulação, para que não seja libertado nenhum óvulo. A dose é um único comprimido, que deve ser tomado o mais rápido possível após relações sexuais não protegidas.

ellaOne® está indicada até às 120 horas após a relação sexual desprotegida ou a falha do contracetivo utilizado.2

Se tiveste um acidente na cama e necessitas de uma pílula do dia seguinte é fundamental que saibas que, quanto mais cedo tomares a pílula do dia seguinte maior é a probabilidade de adiar a ovulação e consequentemente evitar uma gravidez não planeada. Por outro lado, dizer-te que a pílula do dia seguinte não é eficaz a 100%.2

Caso tenhas outras perguntas ou dúvidas não penses duas vezes e passa pelo blog prazeres descalços aqui informação não falta e, podes até encontrar desabafos de outras mulheres que também tiveram um acidente na cama e passaram exatamente pela mesma situação que tu. Volta quando quiseres!

www.ellaone.pt

  1. Gemzell-Danielsson and Meng, Int. J. Women’s Health 2010:2 53–61.
  2. Resumo das características do medicamento ellaOne®.

Descobre tudo o que ellaOne® não é

Sabes dizer, o que ellaOne® não é? Bom, vamos por partes: ellaOne® é uma pílula do dia seguinte de última geração1,2 . A contraceção de emergência representa uma segunda oportunidade para a mulher depois de ter uma relação sexual desprotegida, ou por falha do método contracetivo, utilizado e que não deseja engravidar nesse momento. Se te revês em uma destas situações deves recorrer à contraceção de emergência o mais rápido possível e assim evitar uma gravidez não planeada.

Se estás entre estes casos e ficar grávida neste momento não faz parte dos teus planos, com ellaOne® tens uma segunda oportunidade:

  • Tiveste relações sexuais sem proteção
  • O preservativo rompeu-se ou estava mal colocado
  • Esqueceste-te de tomar a pílula, colocar o anel ou o adesivo contracetivo

O que é ellaOne? 2

EllaOne® é uma pílula do dia seguinte de última geração1,2 que pode evitar a gravidez após relação sexual não protegida, ou em caso de falha do método contracetivo regular habitual utilizado, que atua atrasando ou inibindo a ovulação. Portanto, na altura em que um óvulo é libertado, os espermatozoides que estão no trato genital feminino já não conseguem fecundá-lo.

Atua quando mais importa, já que é capaz de atrasar ou inibir a ovulação mesmo quando estás prestes a ovular, que é quando o risco de ficares grávida é maior.

Agora que já te refresquei a memória, que tal passarmos ao que realmente importa: sabes dizer o que ellaOne® não é? Não? Vou dar-te uma ajuda.

O que ellaOne® não é? 2

NÃO é um método contracetivo regular2

Não deves utilizar ellaOne® como método regular de contraceção. A pílula de emergência ou do dia seguinte é um método de apoio para a prevenção da gravidez e só deve ser utilizado ocasionalmente.

NÃO é um contracetivo para relações sexuais futuras2

Se voltares a ter relações sexuais não protegidas após tomares ellaOne®, isso não irá impedir-te de engravidar. Deves utilizar um método de barreira, como o preservativo, sempre que tiveres relações sexuais até ao próximo período. Se estiveres atualmente a tomar a pílula, continua a tomá-la como de costume, começando no dia seguinte após teres tomado ellaOne®. Certifica-te que utilizas também o preservativo sempre que tiveres relações sexuais até ao próximo período.

NÃO é utilizado para interromper uma gravidez existente2

EllaOne® atua adiando a libertação do óvulo. Se estiveres grávida, é demasiado tarde para a contracepção de emergência, porque esta atua para evitar o início da gravidez. Portanto, não deves tomar ellaOne® se já estiveres grávida.

NÃO afeta a tua fertilidade2

Se quiseres voltar a ter relações sexuais após utilizar ellaOne®, utiliza um método contracetivo de barreira fiável (preservativo) em todas as relações sexuais posteriores até ao próximo período. Isto porque a tua fertilidade pode regressar muito rapidamente. EllaOne® é adequado para mulheres em idade fértil, incluindo adolescentes.

Recordo-te que em Portugal ellaOne®  é um medicamento não sujeito a receita médica de dispensa exclusiva em farmácia. É tomado na forma de um único comprimido e destina-se a utilização ocasional e não deve substituir o teu método contracetivo regular habitual.

Lembra-te que existe sempre resposta para as tuas perguntas, dúvidas ou curiosidades sobre ellaOne®. Procura-as quando quiseres ou se preferires consulta o teu médico ou farmacêutico para que este te possa aconselhar.

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  1. Gemzell-Danielsson and Meng, Int. J. Women’s Health 2010:2 53–61.
  2. Resumo das características do medicamento ellaOne®.

E tu, já conheces ellaOne?

Visto que somos muitas as mulheres, que em algum momento da nossa vida, tivemos que recorrer à pílula do dia seguinte, hoje vamos falar da ellaOne a pílula do dia seguinte de última geração1,2. E porquê? Porque outras mulheres estão sujeitas a passar pelo mesmo. Um descuido pode acontecer a qualquer momento, e no que toca a isto nenhuma de nós está imune.

Para já um alerta: a pílula do dia seguinte não deve ser usada como método contracetivo regular, nunca! A pílula do dia seguinte deve ser apenas utilizada em situações de emergência. Por exemplo, no caso de teres relações sexuais não protegidas ou falha do método contracetivo regular, e considerares que não é a altura certa da tua vida para ter um bebé. As relações sexuais não protegidas, ou os acidentes contracetivos podem acontecer mas existe uma segunda oportunidade graças a ellaOne, a pílula do dia seguinte de última geração1,2.

O que é ellaOne? 2

  1. ellaOne é a pílula do dia seguinte de última geração1,2 que pode evitar a gravidez após relações sexuais não protegidas, ou em caso de falha do método contracetivo regular.
  2. A contraceção de emergência é mais eficaz quando utilizada assim que possível após relações sexuais não protegidas.
  3. ellaOne atua atrasando ou inibindo a ovulação. Portanto, se o óvulo não é libertado, os espermatozoides que estão no trato genital feminino  não conseguem fecundá-lo.
  4. ellaOne está autorizada na União Europeia para venda na farmácia sem receita médica. Em Portugal ellaOne  é um medicamento não sujeito a receita médica de dispensa exclusiva em farmácia.
  5. ellaOne é adequado para mulheres em idade fértil, incluindo adolescentes.
  6. ellaOne é tomado na forma de um único comprimido. Destina-se a utilização ocasional e não deve substituir o teu método contracetivo regular.
  7. Se voltares a ter relações sexuais após a toma de ellaOne, utiliza um método contracetivo de barreira (preservativo) até ao próximo período.
  8. A pílula do dia seguinte não interrompe uma gravidez em curso. ellaOne funciona atrasando ou inibindo a ovulação. Se estiveres grávida, é demasiado tarde para contraceção de emergência, porque esta atua antes do início da gravidez. Portanto, não deves tomar ellaOne se já estiveres grávida.
  9. É muito importante ler atentamente o folheto informativo antes de tomar ellaOne.

Nunca é demais referir que, quanto mais cedo tomares a pílula do dia seguinte maior é a probabilidade de adiar a ovulação e consequentemente evitar uma gravidez não planeada. Como sabes a pílula do dia seguinte não é eficaz a 100%. Por outro lado e para que não tenhas dúvidas, porque nem sempre o que se diz a respeito da pílula do dia seguinte é verdade, sugiro que dês uma vista de olhos sobre os 4 mitos da pílula do dia seguinte.

Agora que já sabes tudo sobre ellaOne a pílula do dia seguinte de última geração1,2 partilha este post. No que depender do blog prazeres descalços estarás sempre muito bem informada! Volta quando quiseres!

  1. Gemzell-Danielsson and Meng, Int. J. Women’s Health 2010:2 53–61.
  2. Resumo das características do medicamento ellaOne®.

A Pílula do dia seguinte (PDS) pode proteger de uma gravidez não planeada, mas não de infeções sexualmente transmissíveis

O sexo é  parte fundamental da nossa vida. No entanto, sabias que segundo a Organização Mundial de Saúde mais de 1 milhão de pessoas contrai por dia uma infeção sexualmente transmissível? 1 Não preciso dizer-te que este é um número muito, mas mesmo muito, elevado. Informação não nos falta, está por toda a parte. Sabemos como praticar sexo seguro e as consequências a que estamos sujeitas quando não usamos qualquer tipo de proteção. Mas, será que, mesmo tendo conhecimento do risco que corremos, o mesmo nos pesa na consciência? Vamos deixar o prazer de parte e pensar única e exclusivamente na nossa saúde!

As Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST)

Existe um grande número de IST, por definição infeções contagiosas, cuja forma mais frequente de transmissão acontece através das relações sexuais. Estas podem ter origem em bactérias, parasitas, fungos e vírus. Algumas são facilmente tratáveis com antibióticos, mas existem outras que permanecem no organismo e para as quais não existe cura, o que implica tratamento durante toda a vida.

Sempre que iniciares uma relação deves falar abertamente com o teu parceiro sobre relações anteriores, de modo a prevenir os riscos de contrair uma IST.

No nosso blog, falamos frequentemente sobre a pílula do dia seguinte e os métodos contracetivos regulares para prevenir uma gravidez não planeada, mas nunca nos podemos esquecer que o preservativo (tanto masculino como feminino) constitui o método mais eficaz para evitar uma IST. Estas podem ser contraídas tanto por mulheres como por homens, e os sinais e sintomas nem sempre se manifestam. Em muitas ocasiões podemos ser portadoras de uma IST sem o saber! Com graves consequências para a nossa vida, quer em termos de fertilidade, quer em termos da saúde em geral. Algumas IST podem evoluir até à morte quando desconhecidas e não tratadas!

A prática de sexo seguro é a melhor forma de prevenir a infeção.

Assim, e porque uma IST nem sempre se manifesta de forma clara como já percebeste, é muito importante consultares um ginecologista, mesmo que não apresentes quaisquer sintomas, e fazeres rastreios regulares, através de exames clínicos e laboratoriais. A prevenção e a identificação precoce são a melhor forma de evitar complicações de saúde mais graves. Como diz o ditado: mais vale prevenir que remediar.

É fundamental encontrares profissionais de saúde com os quais te sintas confortável para conversar e que possam assegurar o teu acompanhamento.

Existem mais de 20 tipos de infeções sexualmente transmissíveis diferentes. Neste post vamos abordar algumas das mais comuns:

Infecções Sexualmente Transmissíveis ITS

VIH-SIDA (vírus da imunodeficiência humana)

Esta é uma das IST mais conhecidas. Trata-se de um vírus que afeta o sistema imunitário e que se encontra no sangue, sémen e nos fluidos vaginais de pessoas infetadas.

A prevenção desta infeção passa pela utilização do preservativo e pela não partilha de objetos que possam ter estado em contacto com fluidos contaminados. Os sintomas são parecidos aos de uma gripe como a febre e a dor de cabeça. Não existe uma cura para a infeção pelo VIH, sendo que o seu tratamento passa pela administração de uma terapêutica anti-retrovírica durante toda a vida.

Herpes Genital

O herpes genital é uma IST provocada pelo vírus herpes simplex do tipo 1 (que provoca lesões na mucosa oral) ou pelo vírus simplex do tipo 2 (lesões nos genitais ou ânus) através do contacto sexual, sendo uma das infeções mais frequentes. Tem um período de incubação que vai entre três a sete dias. Carateriza-se pelo aparecimento de vesículas e lesões na área genital provocando dor, prurido e ardor ao urinar. Detetar este vírus nem sempre é fácil o que faz com que muitas vezes seja transmitido sem que saiba da sua existência. O herpes não tem cura mas, existe tratamento para atenuar os sintomas. Como não existe cura, o seu reaparecimento é recorrente.

Clamídia

É uma infeção bastante comum, do tipo bacteriano, transmitida por via sexual, que infeta as membranas mucosas do ânus, boca e áreas genitais. Os sintomas mais frequentes são mais sentidos pelas mulheres do que pelos homens e incluem corrimento genital anormal ou dores ao urinar.

Combater esta bactéria é fácil, mas se não a tratarmos as consequências podem ser fatais com complicações na hora de engravidar e provocar uma gravidez ectópica.

HPV

O cancro do colo do útero é uma doença que resulta de infeções persistentes pelo Vírus do Papiloma Humano, o HPV. Esta infeção é muito comum já que este vírus vive na pele ou nas membranas mucosas, ou seja transmite-se através do contacto de pele com pele. O HPV não causa sintomas e propaga-se sobretudo pelo contacto sexual.

Existem mais de 100 tipos de HPV todos com consequências diferentes e zonas preferenciais de infeção. Algumas pessoas desenvolvem verrugas genitais, os chamados condilomas que podem provocar cancro, ou alterações pré-cancerígenas no colo do útero, vulva ou  pénis.2

Em Portugal, a Vacina contra o HPV está incluída no Plano Nacional de Vacinação, sendo gratuita para todas as raparigas a partir dos 10 anos. E está disponível também para outras pessoas (de forma não gratuita) mediante prescrição médica.

Estudos recentes sugerem que a vacina contra o HPV pode ser benéfica mesmo para quem já vive com a infeção.

O HPV também é responsável por verrugas genitais e anais.

O contágio ocorre por via sexual mas também pela partilha de toalhas. As verrugas podem aparecer no pénis, vagina, cérvix, ânus e escroto. O seu aparecimento tanto se pode manifestar após algumas semanas como em alguns casos um ano após a infecção. O tratamento passa pela aplicação de produtos químicos, crioterapia (frio), laser CO2 ou cirurgia. 

Hepatite B

Trata-se de uma Infeção viral que ataca o fígado e pode causar doença aguda ou crónica. As consequências mais graves são a cirrose hepática (cicatrização do fígado), o cancro no fígado e a morte. Esta infeção raramente é detectada no seu início pois não apresenta sintomas.

O vírus da Hepatite B (VHB) é altamente contagioso e as suas principais vias de transmissão são os fluidos genitais (esperma e secreções vaginais), fluidos corporais (sangue, urina e saliva), e o leite materno.

Não há medicação para combater diretamente o agente da doença. Tratam-se os sintomas e as complicações. Existe uma vacina contra a Hepatite B que é considerada como o meio mais seguro e eficaz na prevenção.

Gonorreia

É uma infeção causada por uma bactéria que geralmente não apresenta sintomas, no entanto, pode causar dor pélvica, hemorragia, febre, corrimento, dor ou ardor ao urinar. A consequência mais grave, no caso das mulheres, é a infertilidade. Nos homens, há um maior risco de desenvolver cancro da próstata 3. Para este tipo de infeção o tratamento é normalmente feito com antibióticos.

Sífilis

É uma infeção bacteriana que se transmite por via sexual, de mães para filhos durante a gravidez e pelo contacto direto com sangue contaminado. A Sífilis Primária caracteriza-se por uma úlcera indolor no ponto de exposição da bactéria e pode aparecer nos genitais, na uretra, no ânus e no colo do útero, bem como nos lábios e na boca.  4

A sífilis é normalmente tratada com penicilina.

É fundamental conhecer todas estas infeções transmitidas por via sexual, já que algumas destas são muito comuns em Portugal. Nunca é demais recordar que, o preservativo é a única forma de prevenção. Espero que ao leres este post percebas o quão importante é praticar sexo seguro. Se assim é, não deixes de partilhar!

Referências

1. WHO, Sexually transmitted infections (STIs),Fact sheet, Updated August 2016
2. condiloma.org/complicaciones/
3. www.apf.pt/infecoes-sexualmente-transmissiveis/gonorreia-blenorragia
4. www.apf.pt/infecoes-sexualmente-transmissiveis/sifilis

Tomaste a pílula do dia seguinte? Pois, eu também!

Ao longo da vida, todas passamos por momentos em que nos sentimos completamente diferentes, sozinhas, e por vezes até perdidas. Temos a sensação que somos únicas, que mais ninguém passou por isto ou está a passar. Até o podíamos ter partilhado com uma amiga, ou simplesmente com alguém em quem confiamos muito, mas, o medo de ser julgada, é mais forte.

Comprar a pílula do dia seguinte é um desses momentos.

Começamos literalmente a sofrer de ansiedade, um sentimento terrível que só traz desconforto, medo e preocupação. Olhamos à volta – estamos sozinhas na fila ou está cá mais alguém? Está cá mais alguém. É nesta altura que nos passa tudo pela cabeça: achamos que todas as pessoas à nossa volta estão a olhar para nós, que vamos ser julgadas ou criticadas pelos nossos mais queridos ou numa perspectiva mais alargada, pela sociedade em geral. Imaginamos logo o que os outros vão dizer quando souberem.

O que nós mulheres nos esquecemos tantas vezes, é que na nesta situação existem outras mulheres e, outras tantas já passaram pelo mesmo ou irão passar. Mas, mesmo que isto nos venha à memória, a sensação de não sermos compreendidas está lá, a corroer-nos…

Só queremos paz de espírito e isso obviamente passa pela aceitação da nossa decisão. Estamos perdidas entre o que é certo e o que é errado.

É nestes momentos que precisamos que nos lembrem que a possibilidade de ter acesso à contraceção de emergência, e a todos os outros métodos contracetivos, contribui para a qualidade de vida das mulheres e o direito de poder escolher: eu não quero uma gravidez não planeada, não desejada. É uma decisão que nós podemos tomar, sem consentimento ou aprovação de mais ninguém, que nos afirma enquanto género. Até porque hoje, a mulher tem um lugar na sociedade que antes não tinha.

Esse lugar arduamente conquistado, envolve mais autonomia, mais liberdade de expressão, bem como a emancipação do seu corpo, das suas ideias e da forma como se posiciona socialmente. Para que não reste margem para dúvidas, a mulher de hoje assume um lugar diferente na sociedade, com novas oportunidades  e essencialmente responsabilidades. Uma realidade que é clara quando se observa a transformação da mulher em parceiro ativo. E é aqui que afirmamos: a mulher tem o direito a planear e a decidir qual a altura certa para engravidar.

A evolução da contracepção em Portugal é notória, sendo considerada essencial para uma vida sexual e reprodutiva saudável da mulher, e claro do homem. Informação não falta, bem como aconselhamento ou acesso e facilidade à utilização dos métodos contracetivos, sendo que alguns são gratuitos ou comparticipados. Mas claro que, muitas vezes, temos dúvidas e falar, por exemplo, sobre a pílula do dia seguinte, no dia a dia, com quem nos rodeia, nem sempre é fácil.

Apesar de toda a informação disponível a ansiedade que toma conta de nós nestes momentos só alivia quando falamos com outra mulher que nos diz – Eu também já passei por isso.

Um facto engraçado é que as mulheres que foram responsáveis e conscientes e decidiram tomar a pílula do dia seguinte porque tiveram uma relação sexual não protegida ou o método contracetivo falhou, têm uma forma sensível de encorajar e acalmar as outras, com o seu testemunho e a sua vivência positiva. Porque é positivo não engravidar quando não o queremos. Quando não o desejamos. Quando não podemos.

E assim, nasceu a iniciativa # EuTambém. Porque os acidentes acontecem, seja na cama, no sofá, no carro ou na sala… Imagina se tudo fosse tão simples como carregar num botão que podes encontrar online, nas farmácias ou em formatos de publicidade. Um botão que gera conversas nas redes sociais e representa todas as mulheres que em algum momento das suas vidas tiveram que tomar a pílula do dia seguinte. Um botão que qualquer mulher possa carregar e dizer “eu também”.

Se fizeres o simples exercício de perguntar a todas as mulheres que conheces, muitas te vão dar como resposta… # EuTambém!

Todas nós temos histórias para contar, testemunhos para transmitir, conselhos para acalmar. Chega de guardarmos tudo isto só para nós. É tempo de carregar no botão e gritar # Eu também!

4 mitos da pílula do dia seguinte

Diz-se por aí que a pílula do dia seguinte é uma bomba hormonal, que não se pode tomar mais que uma vez por ano ou que é abortiva. Mas quais destas afirmações estão certas? Ou não passam de mitos sobre a pílula do dia seguinte?

Bem neste post, vamos falar sobre os mitos da pílula do dia seguinte e dar-te a perceber como funciona a pílula do dia seguinte para que se alguma vez te vires na situação de ter que tomá-la, estejas informada e consciente da tua ação; porque na hora de tomar decisões o melhor mesmo é não te deixares levar por mitos.

1. A pílula do dia seguinte é uma bomba hormonal

Mito. Pensa que, a ser isto verdade, não estava em circulação pois seria considerada prejudicial para a saúde.

A pílula do dia seguinte pode eventualmente provocar efeitos secundários ligeiros e transitórios, tais como dor de cabeça, náuseas (vómitos) ou dor abdominal.

2. É abortiva

Mito. Este é um dos grandes mitos da pílula do dia seguinte. Apesar das vozes discordantes acerca deste tema, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) este medicamento não provoca o aborto e não prejudica a saúde das mulheres.

É muito importante que entendas detalhadamente a forma de atuação da pílula do dia seguinte, mais que não seja, para ficares tranquila.

 A pílula do dia seguinte atua de forma a atrasar ou inibir a ovulação, isto é, impede que o ovário liberte o óvulo e consequentemente não permite o encontro deste com o espermatozoide ou seja, não existe fecundação.

Os espermatozoides podem viver no aparelho genital feminino até  cinco dias depois do coito.

Durantes estes dias existe o risco da mulher ficar grávida caso exista ovulação. Assim, quanto mais cedo se toma a pílula do dia seguinte maior é a sua eficácia.

Importante: Caso a ovulação já tenha ocorrido a pílula do dia seguinte já não é eficaz.

3. Pode afetar a tua fertilidade

Mito. Pode parecer-te algo relativamente novo, mas a verdade é que a pílula do dia seguinte está em circulação desde os anos 70.

A pílula do dia seguinte não afeta a fertilidade futura. Aliás, o retorno à fertilidade pode ser imediato pelo que a mulher, após a toma da pílula do dia seguinte deve utilizar um método de barreira (preservativo) para todas as relações sexuais posteriores até ao próximo período menstrual, para além de iniciar ou retomar a contraceção regular.

4. Promove o sexo não protegido

Mito. A pílula do dia seguinte não deve ser usada como método contracetivo regular mas sim como método contracetivo de emergência. Trata-se de um método que dá uma segunda oportunidade à mulher, no caso de uma possível falha do método contracetivo usado regularmente ou no caso de não utilização de qualquer método.

Neste caso, a mulher tem a opção de evitar uma possível gravidez não desejada recorrendo à pílula do dia seguinte.

Existem muitos métodos contracetivos no mercado, informa-te junto do teu médico sobre  qual é o mais indicado para ti e que melhor se ajusta à tua forma de vida. E nunca te esqueças: atua sempre de forma responsável.

Antes de tomares a pílula do dia seguinte, discute a tua situação com o teu médico ou farmacêutico.

Informação é poder, e por isso é muito importante que estejas consciente de tudo o que se diz a respeito da contraceção de emergência – o que é certo e o que é errado. Este método é uma segunda oportunidade para prevenir uma gravidez não planeada. Permite à mulher escolher e planear o momento em que pretende ser mãe, e não obrigá-la a aceitar uma gravidez não planeada fruto de um esquecimento – ou cá para nós de uma falha do método contracetivo.

E depois disto, ainda acreditas em mitos? Não hesites em partilhar informação verdadeira com outras mulheres. Agora, solta-te e relaxa porque como diz o velho ditado: Uma mulher prevenida vale por duas!

Como funciona a pílula do dia seguinte

Existem muitas dúvidas quando se fala em pílula do dia seguinte. Queres saber mais acerca deste método contracetivo?

O primeiro passo a ser dado é tomar a pílula do dia seguinte. Se já o fizeste, ótimo! Por muito que tenhamos evoluído, a pílula continua a ser vista com maus olhos pelo que ainda é preciso ultrapassar muitos obstáculos sociais em relação a este tema. Então, queres saber se a pílula do dia seguinte funcionou?

Para começar é preciso dizer que a pílula do dia seguinte não é um método 100% eficaz. Na verdade, nenhum método contracetivo é.

Como funciona a pílula do dia seguinte?

Se a tua próxima menstruação aparece mais ou menos na data prevista e com um atraso de não mais de 7 dias, é muito provável que a pílula tenha funcionado.

Se a tua menstruação não veio após os 7 dias da data prevista deves recorrer a um teste de gravidez para teres a certeza se a pílula funcionou.

Se tomaste a pílula do dia seguinte 6 dias após a relação sexual desprotegida não vai funcionar. Na verdade, se já tiveres ovulado e tomares a pílula do dia seguinte logo nas primeiras horas, também não vai funcionar já que não é abortiva.

Se continuas com dúvidas, deves recorrer ao teu farmacêutico para que este te possa aconselhar.

O mais importante é manter a calma. No caso de sentires algum desconforto ou quaisquer efeitos secundários deves consultar o farmacêutico, médico ou outro profissional de saúde.

Fica de olho no blog e na página de Facebook. Partilha os nossos conteúdos com as tuas amigas, assim acabam-se as dúvidas.

Tive que tomar a pílula do dia seguinte

Nunca fui uma rapariga irresponsável em nenhum aspeto da minha vida, muito menos no que diz respeito a ter uma vida sexual desprotegida. Tentei manter-me sempre informada e usar os métodos contracetivos que melhor se adaptavam a cada momento.

Como todas as minhas amigas comecei por usar preservativo, mas assim que a relação se tornava estável passei a tomar a pílula e esquecia-me do resto.

Tive que tomar a pílula do dia seguinte

Sem grandes rodeios, aos meus 27 anos, tive que recorrer à pílula do dia seguinte e não foi por irresponsabilidade. Foi um simples caso de descuido.

O dia começou como qualquer outro, às 6:30 da manhã estava de pé.

Durante toda a manhã tive reuniões atrás de reuniões e claro, tomar a pílula passou-me completamente ao lado.

Quando o dia finalmente terminou e dei por mim em casa com o meu namorado, o sofá foi palco de um daqueles momentos íntimos e relaxantes de que tanto gostamos.

Quando me apercebi, algo tinha falhado na minha rotina. Tinha-me esquecido de tomar a pílula há 2 dias e o meu último período foi há 2 semanas, e agora era tarde demais.

Há muitos anos que não recorria à contraceção de emergência e deduzi que as coisas tivessem mudado muito nesse campo.

Corri para a farmácia cheia de vergonha: Tomar a pílula do dia seguinte aos 27 anos – pensava.

Sei que é algo normal e do qual não tenho que ter vergonha já que tive uma atitude responsável, mas a preocupação de “ser julgada” pelos outros era o que mais me assustava naquele momento.

A farmacêutica conseguia ver na minha cara que estava prestes a entrar em pânico e disse para não me preocupar pois esta pílula existia para ajudar as mulheres na minha situação.

Pode parecer estranho, mas ouvir estas palavras da boca de uma desconhecida deixaram-me muito mais calma pois percebi que não estava a ser julgada e que a minha situação aos olhos de outra mulher era perfeitamente normal.

Espero que este post sirva para pararmos de julgar as decisões de mulheres iguais a nós, para aprendermos a apoiar e a demonstrar solidariedade por todas aquelas que passaram ou estão a passar por um momento delicado. São mulheres de todas as idades que, por diferentes motivos em algum momento das suas vidas, tiveram que recorrer à pílula do dia seguinte.

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