Mitos sobre a contraceção de emergência

Abaixo encontra-se uma lista de mitos frequentes sobre contraceção de emergência. Clique no mito para ver se é verdadeiro ou falso.

  • A contraceção oral de emergência só pode ser utilizada se tiver um "acidente de contraceção", por ex., o preservativo que se rompe.
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    FALSO Answer

    A contraceção de emergência destina-se a mulheres que querem evitar a gravidez após terem relações sexuais não protegidas . As relações sexuais não protegidas podem acontecer por falha do método contracetivo ou por não utilizar qualquer forma de contraceção. Isto não é invulgar. Muitas mulheres (cerca de 30%) tiveram relações sexuais não protegidas pelo menos uma vez no último ano1.

  • A contraceção oral de emergência é uma "bomba hormonal" que vai dar cabo dos meus ciclos.
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    FALSO Answer

    Nos últimos 10 anos, foram disponibilizados contracetivos de emergência específicos para este fim. As hormonas contidas na contraceção de emergência podem alterar a sua menstruação (período) no ciclo em que as toma. Isto significa que, após a toma, o seu próximo período pode ocorrer na data prevista, mais cedo ou mais tarde do que o normal. Depois disso, o seu ciclo regressa normalmente ao seu padrão regular.

  • A pílula do dia seguinte vai fazer-me mal... vou ficar doente.
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    FALSO Answer

    A pílula do dia seguinte foi concebida e desenvolvida especificamente para a contraceção de emergência.

    A pílula do dia seguinte é habitualmente bem tolerada, no entanto, como com todos os medicamentos, pode causar alguns efeitos secundários, ainda que nem todas as mulheres os apresentem.

    Os efeitos secundários mais comuns são: dores de cabeça, dismenorreia, náuseas, fadiga.

    Se vomitar nas 3 horas após tomar um comprimido de contraceção de emergência, volte à farmácia e tome outro comprimido.

  • Não posso tomar contraceção oral de emergência duas vezes no mesmo ciclo.
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    VERDADEIRO Answer

    …e Falso !

    O objetivo de tomar a pílula do dia seguinte consiste em adiar ou inibir a libertação do óvulo até que os espermatozoides que aguardam nas trompas de Falópio já não originem a gravidez. Irá adiar a ovulação por 5 dias (ellaOne). Se voltar a ter relações sexuais não protegidas durante o mesmo ciclo, a probabilidade de adiar novamente a ovulação é mais baixa do que quando a tomou da primeira vez. É possível tomar contraceção de emergência duas vezes no mesmo ciclo desde que não esteja já grávida, mas é realmente muito mais seguro pensar num método contracetivo regular, porque estes são muito mais eficazes na prevenção da gravidez. Em qualquer dos casos, deve procurar aconselhamento médico se precisar de contraceção de emergência duas vezes no mesmo ciclo.

  • A contraceção oral de emergência é uma espécie de "mini-aborto".
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    FALSO Answer

    A pílula do dia seguinte atua adiando ou inibindo a ovulação. Isto significa que os espermatozoides que aguardam nas trompas de Falópio já não conseguirão originar uma gravidez. Tudo isto acontece antes de a gravidez poder começar, o que ocorre 6-12 dias após a relação sexual. Se estiver grávida, a contraceção de emergência não irá interromper a sua gravidez.

  • A contraceção oral de emergência irá ter um efeito negativo na minha fertilidade.
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    FALSO Answer

    A contraceção de emergência não tem efeito na fertilidade futura. Se quiser voltar a ter relações sexuais após utilizar a toma da pílula do dia seguinte, utilize um método contracetivo de barreira (preservativo) até ao próximo período. Isto porque a sua fertilidade pode regressar muito rapidamente.

  • Posso utilizar contraceção oral de emergência como a minha contraceção regular.
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    FALSO Answer

    A contraceção oral de emergência não é uma contraceção regular. Depois de ter relações sexuais não protegidas, não querendo engravidar, deverá utilizar contraceção de emergência. Mas a contraceção de emergência não é 100% eficaz isto porque pode ter acabado de ovular quando tomou a pílula contracetiva de emergência.

Referência

1.Nappi RE, et al. Eur J Contracept Reprod Health Care. 2014 Apr; 19(2):93-101