Contraceção de A a P: o método ideal para ti

Queres saber mais sobre contraceção, conhecer os métodos contracetivos disponíveis e qual a eficácia de cada um? Então, este guia é para ti.

Vamos testar os teus conhecimentos?

Sabes quantos tipos de contraceção existem? Quais as frequências de utilização e como atuam?

Hoje, vamos ajudar-te a descobrir qual o método contracetivo mais indicado para ti. Preparada?

Adesivo Transdérmico

O Sistema Transdérmico Hormonal ou adesivo, é o único método contracetivo semanal existente no mercado. Deve ser colocado no abdómen, nádegas, braços ou parte superior do corpo – mas nunca nos seios – e, durante 7 dias, liberta progestagénio e estrogénio no organismo. Para além da substituição semanal, exige uma pausa de 7 dias a cada 3 semanas, para que a menstruação ocorra. Por ação das hormonas libertadas, a ovulação é impedida. Tem uma eficácia de 99%, no entanto, esta pode ser reduzida em mulheres com mais de 90kg. É desaconselhada a utilização por mulheres fumadoras com mais de 35 anos, pressão arterial elevada ou insuficiência hepática.

 

Anel Vaginal

O anel vaginal flexível contém hormonas de progestagénio e estrogénio que são libertadas na corrente sanguínea, ao longo das 3 semanas (21 dias) de utilização. Este método contracetivo é bastante prático, uma vez que é introduzido da mesma forma que um tampão. Deves fazer uma pausa de 7 dias, antes de introduzir um novo anel vaginal.

Com este contracetivo, a ovulação é inibida e o muco cervical é espessado. Tal como o anterior, a sua eficácia é de 99% e é desaconselhado em mulheres com pressão arterial elevada, insuficiência hepática e fumadoras com mais de 35 anos.

 

Diafragma

O diafragma é um método contracetivo de barreira que consiste num dispositivo de borracha, com uma forma semelhante à de uma tampa e que, ao ser introduzido na vagina, bloqueia a passagem dos espermatozoides para o útero. Pode ser colocado até 6 horas antes da relação sexual e deve ser retirado 6 horas depois. Mesmo que te esqueças, é importante que não o deixes introduzido mais de 24 horas. Antes de usar este método contracetivo, tens de ser examinada por um médico. Só ele pode dizer-te qual o tamanho adequado a ti.

O diafragma deve ser usado em conjunto com espermicidas e a sua eficácia, quando usado corretamente, é de cerca de 85%. É reutilizável e tem uma vida útil até três anos, dependendo da marca. Apesar de ser um método de barreira, não protege de infeções sexualmente transmissíveis.

 

 

Sistema Intrauterino Hormonal

O Sistema Intrauterino (SIU), é um dispositivo em forma de “T” que é inserido no útero. Tem de ser introduzido por um médico. Durante o tempo que permanece no corpo, liberta progestagénio em quantidades muito baixas, espessando o muco cervical e dificultando a passagem dos espermatozoides. No caso de haver fecundação, este contracetivo impede a nidação (fixação do ovulo nas paredes do útero). A sua eficácia é de 99% mas são necessários exames regulares para garantir a sua correta posição. Em mulheres que ainda não tenham sido mães, a colocação pode ser dolorosa ou até mesmo impossível.

 

 

Espermicida

Os espermicidas são cremes, géis, espumas, comprimidos vaginais, esponjas, cones ou membranas, compostos por substâncias que diminuem a capacidade de fecundação dos espermatozoides. São muito fáceis de usar e podem ajudar na lubrificação. Em contrapartida, a sua eficácia na prevenção da gravidez é relativamente baixa: de 6 a 26%. Além disso, podem provocar irritações no pénis ou vagina e estão associados a um maior risco de infeção urinária. Ainda assim, podem ser usados em conjunto com outros métodos contracetivos.

 

Implante  Hormonal

O implante hormonal é um método contracetivo a médio-longo prazo, extremamente prático, que pode ser usado até 3 anos seguidos. Consiste numa pequena barra com 4cm de comprimento e 2mm de espessura, que é introduzida sob a pele do braço, normalmente, por um médico, e não requer qualquer intervenção, durante o tempo de uso. O implante contém um progestagénio denominado por etonogestrel e não contém estrogénio. Assim, é desaconselhado a mulheres que sofram de insuficiência hepática, pressão arterial elevada e fumadoras com mais de 35 anos. Este método contracetivo é muito discreto e tem uma eficácia de 99%.

 

 

Injeção Anticoncecional

A injeção contracetiva contém hormonas de progestagénio e é administrada, trimestralmente, por um médico ou profissional de saúde. Geralmente, a hormona é injetada num músculo nas nádegas, perna ou braço. Após a injeção, o progestagénio é libertado, gradualmente, na corrente sanguínea e ao longo de três meses. As injeções funcionam através da inibição da ovulação, espessamento do muco cervical (que dificulta a passagem dos espermatozoides) e tornando o revestimento do útero menos espesso. Tem 99% de eficácia e é ideal para mulheres que não podem tomar estrogénio, embora possa resultar em ciclos menstruais irregulares e imprevisíveis.

 

Pílula combinada

A pílula combinada contém progestagénio e estrogénio e é tomada, diariamente, durante 3 semanas, seguida de uma semana de pausa, onde geralmente ocorre a menstruação. A pílula clássica atua inibindo a ovulação mas também aumenta a espessura do muco cervical e torna o revestimento do útero mais fino. A eficácia deste método contracetivo é de 99%. No entanto, está contraindicada em mulheres fumadoras com mais de 35 anos, pressão arterial elevada ou insuficiência hepática pelo risco de tromboses.

Pílula sem estrogénio

A pílula sem estrogénio contém apenas progestagénio, sendo recomendada a mulheres em fase de aleitamento ou intolerantes ao estrogénio. Esta pílula deve ser tomada diariamente sem interrupção. Atua inibindo, consistentemente, a ovulação e espessando o muco cervical. A sua eficácia é, também, de 99%, e as contra indicações são semelhantes às da pílula combinada.

Preservativo e preservativo feminino

O preservativo é, provavelmente, o método contracetivo mais conhecido e popular do mundo. É um método contracetivo de barreira que impede os espermatozoides de chegar ao óvulo. O preservativo é, até à data, o único método que te protege de infeções sexualmente transmissíveis. A versão masculina ou externa é a mais conhecida mas existe, também, uma versão feminina, que é introduzida na vagina. Descobre-a no nosso artigo 5 Razões para usar o preservativo feminino.

 

Contraceção de emergência

Se tiveste uma relação sexual não protegida ou o teu método contracetivo falhou – por exemplo, o preservativo rompeu, vomitaste depois de tomar a pílula regular ou o teu anel saiu – corres o risco de ter uma gravidez indesejada. Nesse caso, deves optar por um método de contraceção de emergência. Conhece-os, abaixo.

 

Contraceção Oral de Emergência ou pílula do dia seguinte

O mecanismo de ação da contraceção oral de emergência é inibir ou atrasar a ovulação, para que não seja libertado nenhum óvulo. A dose é um único comprimido, que deve ser tomado o mais cedo possível após a relação sexual não protegida.

ellaOne® com acetato de ulipristal, pode atrasar a ovulação mesmo quando está prestes a ocorrer, que é quando o risco de fecundação é maior 1,2.

 

DIU de Cobre

O Dispositivo Intrauterino de cobre ou DIU de cobre-T, é o método mais eficaz de contraceção de emergência, para além de uma opção contracetiva de longa duração. Tal como o nome indica, tem a forma de um “T” e pode ser colocado até 120 horas (5 dias), após a relação sexual não protegida.  Se precisas de uma solução rápida, este não é o meio de contraceção mais indicado, já que precisa de ser introduzido por um médico. O DIU de cobre-T impede a fixação do ovulo fecundado nas paredes do útero.

 

E tu? Já sabes qual o teu método contracetivo ideal? Aconselha-te com o teu médico!

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Em ellaone.pt, encontrarás mais informações  https://www.ellaone.pt/contracepcao-regular/

  1. Glasier AF, et al. The Lancet 2010; 375:555-62. Updated October 24, 2014
  2. Brache V, et al. Contraception 2013; 88(5):611-8.