Contracetivos hormonais masculinos: para quando?

No ano passado, suspenderam um estudo sobre um contracetivo hormonal masculino, na Universidade Martin Luther na Alemanha.

O motivo da suspensão deve-se ao fato dos investigadores terem chegado à conclusão que os efeitos secundários do medicamento eram: aumento da acne (quase 50%), distúrbios do humor (cerca de 20%) e aumento da libido (cerca de 33%).

FONTE: Efficacy and Safety of an Injectable Combination Hormonal Contraceptive for Men

Como bem sabemos, os contracetivos hormonais femininos têm precisamente os mesmos efeitos secundários e são vendidos há décadas no mercado. Então se assim é, coloca-se a questão – Contracetivos hormonais masculinos: para quando?

O único contracetivo masculino que existe hoje em dia, e não é hormonal, é o preservativo. E para não bastar, muitos homens colocam entraves à sua utilização, isto é, preferem não usar. Claro que, a responsabilidade do controlo da fertilidade sempre caiu e continua a cair sobre as mulheres, mas para fazer um bebé são precisas duas pessoas.

O mais correto seria ambas as partes se preocuparem em assumir a responsabilidade de controlar a fertilidade e não deixar cair todo este peso sobre a mulher. O problema é que ainda não há vontade para que isso aconteça. São necessárias campanhas de consciencialização sobre este tema.

Para além disso, existe uma razão pela qual os contracetivos hormonais masculinos devem ser usados ​​mais do que os contracetivos femininos:

  • No estudo da contraceção masculina, a taxa de gravidez foi reduzida para 1,5 bebés por cada 100 casais.Estes dados são comparáveis ​​com a taxa de gravidez das mulheres que tomam a pílula (9 bebés por 100 casais).

FONTE: Efficacy and Safety of an Injectable Combination Hormonal Contraceptive for Men

Com a vasectomia acontece algo muito parecido, é um contracetivo masculino irreversível, muito mais barato e com menos riscos que a laqueação de trompas. Existem apenas 5 países no mundo onde são esterilizados mais homens do que mulheres(Canadá, Reino Unido, Holanda, Butão e Nova Zelândia).

Contracetivos hormonais masculinos: para quando? A conclusão é de que se deve apostar na educação para que também os homens se sintam responsáveis pelo controlo da fertilidade tal como as mulheres.

Embora se tenha em consideração que os contracetivos femininos funcionam e que cada vez menos provocam efeitos secundários (graças à constante inovação), não deixa de ser importante que façamos uma boa reflexão sobre este tema. O importante é não baixar os braços.

Se consideras que esta deveria ser uma preocupação comum às mulheres e aos homens, começa por partilhar a ideia dos contracetivos hormonais masculinos com o teu círculo de amigos. Incentiva o diálogo. Esse é, sem dúvida, um bom primeiro passo. Roma não foi construída em dois dias, como se diz, mas uma coisa é certa, é preciso começarmos por algum lado.


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