Feminismo: o que é e o que não é

O feminismo e os feministas estão na boca do mundo, mas estaremos todos a falar da mesma coisa? Vê um guia rápido sobre o que o feminismo é e o que NÃO é.

 

Muito se tem ouvido a palavra “feminismo” e “feminista”, em assuntos que respeitam igualdade (ou desigualdade) de género. No entanto, existe ainda um grande desconhecimento sobre este movimento.

Feminista, que horror!” ou “Eu não sou feminista, nem quero!” são expressões que ouvimos e lemos todos os dias, seja qual for o tema. Será que não há pessoas a precisar de perceber o que é (e o que não é) o feminismo? Vamos daí.

O que o feminismo NÃO É

Para te ajudar a navegar no dia-a-dia do falso feminismo, criámos uma lista dos principais comportamentos, conceitos e ideias que não passam de mitos. Nascem na cabeça de homens e mulheres, nos sítios e momentos mais imprevistos. Se os ouvires fica atenta, porque provavelmente estás perante quem nunca percebeu o que é de facto o feminismo. Confere a lista:

O feminismo NÃO é…

  • a crença de que a mulher é superior ao homem.
  • antónimo de machismo.
  • odiar homens, ou misandria.
  • sinónimo de lesbianismo ou homossexualidade.
  • rejeitar a feminilidade.
  • o tratamento especial das mulheres.
  • exclusivo de mulheres ou exclusivamente feminino.
  • queimar sutiãs.
  • usar preconceitos sexistas a favor das mulheres.
  • a mesma coisa que ser naturista.
  • ignorar a diferença entre género e sexo.
  • ignorar a opressão que alguns homens sofrem.
  • ficar zangado quando um homem segura uma porta.
  • achar que é errado ser dona de casa.
  • não querer ter filhos ou não querer casar.
  • culpar todos os homens pelas ações de um
  • desculpar todas as mulheres.

Se por acaso incluías algum dos pontos desta lista na tua imagem mental de feminismo, não te preocupes. É normal, com a quantidade de desinformação sobre o tema. Agora, risca e segue para o que é verdadeiramente ser feminista.

O feminismo é, SIM

O feminismo é, SIM, um conjunto de movimentos políticos e sociais, ideologias e filosofias que têm um objetivo comum: definir, estabelecer e alcançar igualdade de género política, económica, pessoal e social.

Entre outras coisas, o feminismo é, SIM, uma forma de ver as pessoas como seres humanos, em vez de os segregar em grupos, em que uns são superiores aos outros. É saber reconhecer que não só as mulheres sofrem repressão e opressão. É exigir o direito de todos se vestirem como querem, estudarem e trabalharem, com condições justas, independentemente do género.

Basicamente, o feminismo defende a igualdade de direitos e oportunidades entre os géneros. Nada mais. Não existe um complô das feministas para acabar com os homens, não existe uma conspiração para dominar o mundo, nem sequer existe uma vingança por todos os anos de opressão.

Ser tóxica é uma escolha pessoal… que escolhes tu?

Lembra-te, sem o feminismo não podias votar, não podias conduzir, não tinhas acesso a contraceção, não podias estudar, não podias ter um salário justo, não podias divorciar-te, não podias ter filhos sem estar casada, não podias tomar uma decisão sem o consentimento do teu marido ou pai, não podias ter uma conta bancária ou qualquer tipo de propriedade, e não podias tomar decisões sobre o que se passa no teu corpo.

Felizmente, a sociedade mudou e, apesar de ainda haver um longo caminho a percorrer, temos de agradecer às mulheres e homens que lutaram durante anos para que tu e outras mulheres estejam mais próximas da igualdade. Isso é o feminismo.

conheces a tendência Body Positive?

No entanto, não podemos dizer que o feminismo já não é necessário na sociedade. A luta pela igualdade está longe de terminar! Ainda há milhares de meninas que não podem ir à escola porque não têm acesso a produtos de higiene feminina, mulheres que são violadas legalmente pelos maridos, mulheres que não podem votar, conduzir, casar-se, divorciar-se ou trabalhar sem autorização de um guardião, mulheres que são culpabilizadas pelas ações dos seus agressores, milhões de pessoas que consideram o género feminino inferior, e a lista continua, e continua, e continua…

E tu? Continuas a dizer que não és feminista?

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