O sistema reprodutor feminino ao longo dos anos

O sistema reprodutor feminino parece muito simples, certo? Na verdade, é um conjunto de órgãos com funções complexas, e nos quais a mudança é a única constante.

 

O sistema reprodutor feminino: as mudanças ao longo do tempo

O que é o sistema reprodutor feminino?

O sistema reprodutor feminino é o conjunto de órgãos envolvidos na reprodução. É constituído pelos dois ovários, trompas de Falópio, útero, vagina e vulva. Na vulva está o principal órgão responsável pelo prazer feminino, o clitóris, bem como a uretra, os grandes e os pequenos lábios, o hímen, as glândulas de Bartholin e a entrada da vagina.

Os ovários são os órgãos que produzem os gâmetas femininos, óvulos, e que os libertam para que se possa dar a fecundação. Nas trompas de Falópio é onde se dá a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, que depois desce e se instala no útero. Os espermatozoides entram para o útero através da vagina. Estes órgãos são a genitália interior ou interna. A vulva é também chamada de genitália exterior e uma das suas funções é proteger a genitália interior. Este é também o papel do hímen: proteger os genitais internos de infeções.

 

Infância e pré-puberdade

Durante a infância, a produção de hormonas femininas está latente, ou seja, não se manifesta, e é geralmente nula ou muito baixa. Também durante a infância o hímen – essa membrana tão erroneamente associada à virgindade – é muito mais espesso e resistente, já que a sua função é proteger-nos de infeções genitais.

Puberdade e primeira menstruação

É com a chegada à puberdade que começam a acontecer várias mudanças no corpo, tanto externas como internas. A puberdade inicia-se, geralmente, com a menarca, a primeira menstruação. É nesta fase que a produção de hormonas femininas, estrogénio e progesterona, se inicia. O hímen fica mais fino e menos resistente, os órgãos internos do sistema reprodutor feminino (útero, ovários e folículos dos ovários) aumentam de tamanho, o pH da vagina torna-se mais ácido e a parede do útero fica mais espessa.

Na vulva também se observam alterações: as mais notórias são o aparecimento de pelos púbicos no monte de Vénus e nos grandes lábios, o aumento de tamanho e mudança na cor (escurecimento) dos pequenos lábios, e o aumento da irrigação sanguínea para o clitóris – que fica, portanto, mais proeminente.

A par destas, muitas outras mudanças acontecem na puberdade, como o alargamento das ancas, afinamento da cintura, crescimento das mamas, escurecimento da auréola do mamilo, etc. A idade em que começa a puberdade é muito variada, mas, regra geral, é entre os 11 e os 13 anos. A menarca ocorre também, em geral, entre os 12 e os 14 anos, mas há casos de meninas que menstruaram pela primeira vez aos 9 anos, e casos de quem tenha menstruado apenas aos 18.

Os primeiros dois anos a seguir à menarca são confusos para os nossos corpos. Os períodos podem ser muito irregulares e as mudanças hormonais – e consequentes mudanças fisiológicas – podem ser muito intensas.

Sabias que o hímen pode romper antes, durante ou mesmo depois de uma relação sexual? À medida que o hímen vai ficando mais fino e menos resistente, perto da puberdade, são frequentes casos de meninas que rompem o hímen a fazer ginástica. Por outro lado, o hímen pode não romper com relações sexuais e apenas aumentar o tamanho da abertura. Apesar de pouco comum, esta situação acontece.

 

Relações sexuais e gravidez

Também durante as relações sexuais e a gravidez o sistema reprodutor feminino, e os seus órgãos, passam por mudanças de tamanho ou cor, se bem que temporárias e reversíveis.

Durante as relações sexuais, a vulva em geral, mas especialmente os pequenos lábios e o clitóris, pode apresentar uma cor mais escura, ou até parecer ligeiramente maior ou mais inchada devida ao fluxo abundante de sangue – consequência da excitação sexual.

A vagina, por sua vez, expande um pouco em comprimento e em largura, e os músculos da entrada da vagina (introito) ficam mais relaxados. Também as glândulas de Bartholin produzem um líquido lubrificante, como resposta à excitação sexual, para ajudar o pénis a entrar na vagina.

Já na gravidez, as mudanças são muito mais visíveis. Uma das maiores, acontece no útero que, quando não em gravidez, mede poucos centímetros, e se expande muito – o suficiente para alojar um bebé – durante os nove meses de gestação. Mas também os ovários, trompas de Falópio e outros ligamentos do útero alargam.

À medida que a gravidez chega a termo, a vagina vai sofrendo alterações de cor e tamanho, para conseguir deixar passar o bebé que cresce no útero. A vulva pode, na gravidez, apresentar uma cor mais escura e até mesmo azulada.

 

Ciclo menstrual e menopausa

As mudanças pelas quais o sistema reprodutor feminino passa durante as várias fases do ciclo menstrual, e na menopausa, são hormonais, se bem que têm manifestações mais ou menos visíveis nos órgãos que o compõem.

Durante o ciclo menstrual – que tem uma duração de 26 a 30 dias – o sistema reprodutor feminino sofre algumas mudanças que são, também, temporárias. Estas mudanças incluem: alteração do pH da vagina (torna-se menos ácido), contrações do útero, nervos e ligamentos – as responsáveis pelas cólicas menstruais – espessamento do endométrio (parede interna do útero), e ainda algum engrossamento dos pequenos lábios.

A menopausa, por sua vez, provoca mudanças definitivas no sistema reprodutor feminino, que não são reversíveis. Caraterizada pela cessação da ovulação, diminuição da produção de hormonas femininas e impossibilidade de engravidar, esta transição não é imediata e dura geralmente alguns anos. A vulva sofre algumas mudanças, principalmente nos pequenos lábios, que ficam mais finos, nos grandes lábios, que perdem gordura, na entrada da vagina, que pode estreitar um pouco, e os pelos púbicos tendem a enfraquecer. A vagina perde lubrificação, e os ovários esgotam a sua reserva de folículos.

As mudanças que acontecem no nosso sistema reprodutor ao longo dos anos são incríveis, e cada uma destas mudanças e alterações faz parte de um sistema muito mais complexo e belissimamente desenhado: a anatomia feminina. Algumas podem ser assustadoras, outras entusiasmantes, mas todas fazem sentido.

Sabias que as mulheres na menopausa tendem a desfrutar mais do sexo? Ainda não se sabe muito bem porquê, mas atribui-se isto ao facto de que depois da menopausa é impossível engravidar. Assim, acredita-se que estas mulheres estão menos stressadas com gravidezes não desejadas e desfrutam e aproveitam mais as relações sexuais com os seus parceiros.

Para ti, que ainda não passaste pela menopausa, relaxa. Também podes desfrutar do sexo sem ansiedades e sem medos: conhece o guia de contraceção de A a P! E já que estás aí, lê também o guia prático da contraceção de emergência.

 

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